Polícia encontra diário do atirador de Campinas, divulga trechos chocantes com relatos de massacres anteriores; confira


Por Jane
Em 13/12/2018

"O Brasil se entristeceu com a notícia da morte de 5 pessoas, assassinadas por um homem chamado Euler Grandolpho, que entrou na Catedral de Campinas (100 km de São Paulo), na última terça-feira (12), armado e atirou contra as pessoas que estavam dentro da igreja.


O homem que acabou se matando logo depois com a chegada da polícia, até então não havia revelado os motivos pelos quais ele teria cometido tal brutalidade. E esse era o objetivo principal da investigação que se iniciou logo depois pela polícia.  





A motivação era o ponto fundamental para descobrir o que levou Euler a tirar sua vida e ainda matar 5 pessoas. Em busca dessa informação, a polícia conseguiu encontrar um diário, onde ele fazia algumas referências a um massacre no Ceará e outro em Realengo. 


"Passei com o meu cão em frente uma construção ao lado de uma casa que os moradores têm uma veterinária e uma delas gritou com 'as paredes': 'e aí Ceará', sobre o massacre ocorrido dias atrás. Ok. Hoje, 31/01/18 passei por lá e falei alto com o celular desligado na orelha E AÍ REALENGO", escreveu.... 


De acordo com as informações divulgadas pelo site da UOL, o homem já vinha há alguns anos demonstrando uma personalidade confusa e parecia que estava já planejando algo.  

O diário que foi apreendido na casa de Euler, tinha textos confusos e alguns momentos ele dizia se sentir perseguido. Inclusive a polícia chegou a revelar que ele teria feito já quatro boletins de ocorrência por calúnia e difamação.  

O homem morava com o pai em um condomínio. O pai que era viúvo contou que o filho não deixava que ninguém entrasse em seu quarto e que a família temia que ele tirasse sua própria vida.  

Em outro trecho, Euler faz comentários sobre um possível crime, que não ficou muito claro e afirma que estava sendo perseguido há mais de 10 anos.


Alda Grandolpho, de 82 anos, que é irmã do pai do atirador, em entrevista ao site do G1 contou que ficou em choque ao receber a notícia.

"É um verdadeiro choque. Um negócio desse, na Catedral, a gente é de uma família religiosa, sempre foi religiosa, e de repente acontece um negócio desse. Vai saber o que se passou na cabecinha dele", lamentou. 

"Sempre foi uma pessoa normal. Parece-me que ele falou para uma pessoa [depois ela cita a cunhada do atirador] que a mãe já tinha falecido, o irmão também, e ele não teria mais motivo para viver. Não sei se isso tem a ver", afirmou a idosa. 

A relação do os vizinhos 

Segundo moradores do condomínio, Euler já teria recebido reclamações depois de jogar ovos nas casas dos moradores e por direcionar câmeras de monitoramento para uma das casas.  "Eu tinha medo dele, muito medo dele. [...] Ele já andou no meu quintal, já fez tanta coisa na minha casa. Então, ele podia ter matado eu, minha filha, meu marido, meu filho. A gente fica muito triste, muito sensibilizado, porque ele levou pessoas inocentes que estavam na casa de Deus", contou uma moradora, conforme informa o site do G1.  

Segundo a psicóloga Maria de Fátima Franco dos Santos, tudo pode caracterizar um transtorno mental: a paranoia. Quanto a escolha da catedral, a psicóloga diz que não foi acidental, e que caracteriza um local de ódio para o atirador.

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